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Bomba relógio

Osmar Gomes Por Osmar Gomes
07/02/2026
À  BEIRA DO COLAPSO

*Por Osmar Gomes dos Santos

Na última quinta-feira expirou o pacto de armas nucleares entre a Rússia e os Estados Unidos, o que elimina, após mais de 50 anos, qualquer limite de ambos no desenvolvimento e ampliação de seus arsenais atômicos, os maiores do planeta.

O assunto ganhou centímetros nos principais portais de notícias e espaço na rede global de comunicação. Isso mostra o tamanho do problema que se encontra diante de todos nós.

Sem as barreiras previstas para o limite de ogivas nucleares de longo alcance pelos dois países, cresce o temor pelo que muitos especialistas chamam de uma nova corrida armamentista totalmente desenfreada, elevando tensões.

E esse receio não é apenas hipotético, visto que o mundo passa por um momento de acirramento de falas e posições, com guerras e ações empreendidas ou apoiadas por essas duas potências bélicas.

Do lado da Rússia, Vladimir Putin disse que vai respeitar os limites do acordo pelo período de mais um ano, tempo para que um novo tratado seja discutido e firmado. A proposta está condicionada à Casa Branca também sinalizar positivamente, o que o presidente Donald Trump ainda não fez.

Vez por outra, a Rússia ameaça utilizar seus mísseis, o que fica claro quando Putin diz poder usar “todos os meios” para alcançar seus fins. Inclusive, revisou termos que ampliam as ocasiões em que o seu arsenal nuclear pode ser aplicado.

Por falar em arsenal, a capacidade de cada país que possui bomba atômica é limitada a apenas onze, com Rússia e Estados Unidos liderando esse grupo. No entanto, o número certo é desconhecido, especialmente em razão da interrupção das inspeções desde 2020 e até pela falta de transparência de algumas dessas nações.

Recentemente, o próprio Trump manifestou seu interesse em voltar a realizar testes nucleares, o que não ocorre desde 1992. Essa ação dos EUA quebraria acordo com a própria Rússia, que proíbe os testes. Se não há intenção no uso da força, qual a finalidade dos testes?

No cenário atual, não seria absurdo falar de um possível conflito nuclear diante do contexto vivido. Guerras por territórios que guardam tesouros estão cada vez mais na pauta das grandes nações, vide os casos da Crimeia, Ucrânia, Venezuela, Groenlândia.

Além disso, há disputas outras, culturais, religiosas, étnicas ou meramente políticas. Nos conflitos, busca-se subjugar o outro lado e, em uma guerra declarada de grandes dimensões, fala mais alto quem tem maior arsenal nuclear.

Diante do risco iminente, lideranças mundiais se movimentam e se posicionam para cobrar atitudes que possam arrefecer discursos e canalizar o diálogo em prol de um novo acordo de paz.

De fora desse acordo, Pequim rejeita participação da China, enquanto Trump busca aproximar o líder chinês Xi Jinping de um consenso que promova o controle na produção e guarda das armas de guerra mais letais que o homem já produziu.

Não se trata de tê-las pelo simples poder, mas de utilizar este último como forma de auferir vantagens em negociações. Uma versão diplomática do lema “plata or plomo”, que se traduz por “aceite minhas condições ou sofrerá as consequências”.

Moeda de troca em disputas estratégicas, visando impor condições em negociações pelo poder bélico, a exemplo da apropriação de territórios e da exploração das chamadas terras raras.

Na busca desenfreada pelas ogivas, perdem todos. O acordo, que rompeu a Guerra Fria e alcançou tempos de paz, ameaça ruir definitivamente. 

Hiroshima e Nagasaki deixaram feridas abertas e profundas na história recente e é considerado um dos episódios mais trágicos da humanidade. Paradoxalmente, provocada por (des)humanos que, tudo indica, parecem insistir em não aprender com a história.

Osmar Gomes dos Santos é Juiz de Direito na Comarca da Ilha de São Luís (MA).
Membro das Academias Ludovicense de Letras, Maranhense de Letras Jurídicas, da ALMA – Academia Literária do Maranhão e da AMCAL – Academia Matinhense de Ciências, Artes e Letras.

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